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Psicóloga em casa: como funciona o atendimento domiciliar em João Pessoa
O que muda quando a sessão acontece na sala da sua casa, e o que a família precisa combinar antes da primeira visita.
Atendimento domiciliar é a mesma psicoterapia do consultório, com o mesmo tempo, o mesmo sigilo e a mesma frequência, só que a psicóloga se desloca até a casa do paciente. Foi o formato que eu quis oferecer desde a formação, porque conheço de perto o tamanho da operação que é tirar de casa alguém que não caminha bem.
O que é atendimento psicológico domiciliar?
É a sessão individual acontecendo na casa do paciente, em dia e horário fixos, combinados desde a primeira visita. Dura os mesmos 50 minutos. O que muda é o cenário e, por causa dele, alguns combinados a mais: qual cômodo, quem fica em casa e como a privacidade é garantida naquela hora.
O que não muda é o essencial. O conteúdo da sessão é sigiloso, mesmo quando quem contrata é um familiar, e o trabalho segue o mesmo Código de Ética que vale dentro de qualquer consultório.
Para quem o atendimento em casa é indicado?
Para quem tem na saída de casa a maior barreira de acesso à terapia. Na prática, três grupos:
- Idosos com dificuldade de locomoção, acamados ou que simplesmente pararam de sair. Escrevi sobre os sinais que a família costuma demorar a nomear em meu pai precisa de psicólogo?
- Mães no pós-parto, nos meses em que sair de casa com um recém-nascido é uma expedição. Veja também baby blues ou depressão pós-parto.
- Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, para quem cada consulta exige transporte, acompanhante e energia que faz falta na própria sessão.
Como garantir sigilo dentro de casa?
Com três combinados simples, feitos antes da primeira sessão. Não é burocracia: é o que permite que a pessoa fale de verdade.
- Um cômodo com porta. Não precisa ser um escritório. Quarto, varanda fechada ou sala vazia servem, desde que a conversa não seja ouvida do corredor.
- Cinquenta minutos sem interrupção. A família sabe o horário e evita visita, entrega e telefonema naquele intervalo.
- Combinado sobre o que é repassado. Quem contrata recebe orientações práticas de como apoiar. Não recebe o conteúdo da sessão.
Esse terceiro ponto costuma gerar dúvida em quem paga pelo atendimento de um familiar. O sigilo é do paciente, não de quem contrata, e é justamente ele que faz o atendimento funcionar.
O que a família precisa preparar
Pouca coisa, e nada que custe dinheiro: uma cadeira confortável para o paciente, um lugar onde a porta possa ficar fechada e o combinado de horário com quem mora na casa. Se houver cuidador, vale avisá-lo com antecedência para que a saída dele naquele intervalo não vire tumulto.
Na primeira visita eu me apresento com documento e registro profissional. Deixar uma pessoa entrar na casa da sua mãe é uma decisão séria, e ela merece essa formalidade.