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Juliana Freitas Queiroz, psicóloga CRP 13/14031, João Pessoa

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Psicóloga em casa: como funciona o atendimento domiciliar em João Pessoa

O que muda quando a sessão acontece na sala da sua casa, e o que a família precisa combinar antes da primeira visita.

Juliana Freitas QueirozPsicóloga · CRP 13/14031 · publicado em

Atendimento domiciliar é a mesma psicoterapia do consultório, com o mesmo tempo, o mesmo sigilo e a mesma frequência, só que a psicóloga se desloca até a casa do paciente. Foi o formato que eu quis oferecer desde a formação, porque conheço de perto o tamanho da operação que é tirar de casa alguém que não caminha bem.

O que é atendimento psicológico domiciliar?

É a sessão individual acontecendo na casa do paciente, em dia e horário fixos, combinados desde a primeira visita. Dura os mesmos 50 minutos. O que muda é o cenário e, por causa dele, alguns combinados a mais: qual cômodo, quem fica em casa e como a privacidade é garantida naquela hora.

O que não muda é o essencial. O conteúdo da sessão é sigiloso, mesmo quando quem contrata é um familiar, e o trabalho segue o mesmo Código de Ética que vale dentro de qualquer consultório.

Para quem o atendimento em casa é indicado?

Para quem tem na saída de casa a maior barreira de acesso à terapia. Na prática, três grupos:

  • Idosos com dificuldade de locomoção, acamados ou que simplesmente pararam de sair. Escrevi sobre os sinais que a família costuma demorar a nomear em meu pai precisa de psicólogo?
  • Mães no pós-parto, nos meses em que sair de casa com um recém-nascido é uma expedição. Veja também baby blues ou depressão pós-parto.
  • Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, para quem cada consulta exige transporte, acompanhante e energia que faz falta na própria sessão.

Como garantir sigilo dentro de casa?

Com três combinados simples, feitos antes da primeira sessão. Não é burocracia: é o que permite que a pessoa fale de verdade.

  1. Um cômodo com porta. Não precisa ser um escritório. Quarto, varanda fechada ou sala vazia servem, desde que a conversa não seja ouvida do corredor.
  2. Cinquenta minutos sem interrupção. A família sabe o horário e evita visita, entrega e telefonema naquele intervalo.
  3. Combinado sobre o que é repassado. Quem contrata recebe orientações práticas de como apoiar. Não recebe o conteúdo da sessão.

Esse terceiro ponto costuma gerar dúvida em quem paga pelo atendimento de um familiar. O sigilo é do paciente, não de quem contrata, e é justamente ele que faz o atendimento funcionar.

O que a família precisa preparar

Pouca coisa, e nada que custe dinheiro: uma cadeira confortável para o paciente, um lugar onde a porta possa ficar fechada e o combinado de horário com quem mora na casa. Se houver cuidador, vale avisá-lo com antecedência para que a saída dele naquele intervalo não vire tumulto.

Na primeira visita eu me apresento com documento e registro profissional. Deixar uma pessoa entrar na casa da sua mãe é uma decisão séria, e ela merece essa formalidade.

Perguntas frequentes

É a mesma coisa que no consultório?

É a mesma psicoterapia, com o mesmo tempo de sessão, a mesma frequência e o mesmo sigilo. Muda o local e alguns combinados de privacidade.

Quais bairros de João Pessoa você atende?

Atendo em domicílio em João Pessoa. Me diga o bairro no WhatsApp que eu confirmo a disponibilidade e o horário.

Precisa de uma sala separada em casa?

Precisa de um cômodo com porta em que a conversa não seja ouvida. Quarto e varanda fechada funcionam bem.

Sua dúvida não está aqui? Me chama, eu respondo.

Quer saber se atendo o seu bairro?

Me chama no WhatsApp com o bairro e pra quem é o atendimento. Eu confirmo na hora.