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Por que eu repito os mesmos padrões nos relacionamentos?
Muda a pessoa, muda o emprego, e o roteiro continua o mesmo. Isso costuma ter explicação, e não é falta de sorte.
Porque a gente aprende cedo um jeito de se proteger, e esse jeito continua rodando muito depois de ter deixado de ser útil. O que hoje parece escolha ruim costuma ser um padrão antigo funcionando no automático, em situações que já não são as de antes.
Por que a gente repete o mesmo padrão?
Na infância, todo mundo desenvolve estratégias para lidar com o que dói ou com o que falta. Quem aprendeu que agradar evitava briga vira adulto que não sabe dizer não. Quem aprendeu que depender era arriscado vira adulto que não pede ajuda. Quem cresceu vigiando o humor dos outros vira adulto que antecipa problema onde não tem.
Essas estratégias foram inteligentes no contexto em que nasceram. O problema é que elas continuam rodando fora dele, escolhendo relações e reações que confirmam a regra antiga. Daí a sensação de estar sempre no mesmo lugar com pessoas diferentes.
Repetir padrão não é masoquismo nem burrice. É familiaridade: o cérebro prefere o conhecido, mesmo ruim, ao desconhecido, mesmo melhor.
Como identificar o seu padrão
Um exercício simples ajuda a começar. Pegue as três últimas situações em que você se sentiu mal do mesmo jeito, em contextos diferentes, e responda:
- O que aconteceu logo antes de você se sentir assim?
- Qual foi seu primeiro impulso: sumir, atacar, agradar, controlar, justificar?
- O que você temia que acontecesse se não fizesse isso?
- Essa cena lembra alguma coisa antiga?
O padrão costuma aparecer na terceira coluna: é sempre o mesmo medo, mudando de fantasia.
Dá pra mudar sem terapia?
Dá pra começar, sim. Muita gente avança bastante com observação, leitura e conversas honestas. O que a terapia acrescenta é um ponto de vista de fora e um espaço onde o padrão aparece ao vivo, em vez de ser só lembrado depois.
Vale ser honesta sobre o ritmo: não é um processo de duas semanas. É um trabalho continuado, e não existe garantia de resultado, em terapia nenhuma. O que existe é um jeito organizado de olhar para o que se repete.
Como é a primeira sessão
São 50 minutos em que você conta o que está acontecendo e eu explico como trabalho. Ao final, combinamos frequência e um plano inicial, com reavaliação. Escrevi o passo a passo em como é a primeira sessão de terapia, e a página de terapia presencial tem os horários.